3 de dezembro de 2013
Daniela
E de repente me sinto só quando o assunto é resolver isso com você. E aí me pergunto que poder é esse que eu dou nas suas mãos? E como posso dar nas mãos de uma pessoa que não confio pra quase nada um poder desses? Poder de me tirar o sono, de me dar nó na garganta. Insegurança talvez seja o nome. Mas penso, penso e penso e não. Não estou insegura. É medo. E medo é muito diferente de insegurança apesar de não parecer. Eu gosto de você. Eu te respeito. Eu sinto por ter te magoado. E não, não tenho raiva ou mágoa de você, apesar de saber que você merece. Entendo seus porquês e até os seus não sei porquês. Já vivi. Já estive desse lado. Já achei que era doente. Mas não precisei me curar. Precisei me enxergar. E aprendi a não ser assim. Aprendi a encarar as coisas. Aprendi a não ser sempre a vítima e, principalmente, aprendi a não usar de mentiras pra construir uma realidade confortável na qual eu sempre estivesse certa e os outros sempre estivessem contra mim. Na verdade, no fundo, talvez o meu maior medo seja o de não conseguir fazer você olhar nos meus olhos e me entender e sentir que, sim, eu estou do seu lado e não é de hoje.
19 de novembro de 2013
27 de agosto de 2013
não que você tenha me perguntado, mas... não. eu não estou bem. as coisas estão muito mais pesadas do que aguento, mas como faz parte do meu ser, sempre carrego mais peso do que aguento.. e uma hora caio.. não aprendo... vou até o meu limite pra ajudar os que amo... passo de todo e qualquer limite quando acredito que isso vai fazer alguma diferença... mas, sabe... estou enfraquecida... talvez eu precise ir até o mar. talvez não seja qualquer mar... talvez não seja o mar... a saudade enfraquece a gente... é como uma morte lenta. que vai corroendo a gente por dentro... o corpo dói.. a alma dói.. e o silêncio toma conta. o ar entra gelado pelo pulmão... deve ser essa angústia que me gela por dentro. sei lá.. preciso mesmo é dormir...
22 de agosto de 2013
sobre ontem a noite..
Ah, lua cheia... As vezes eu acho que essa tristeza que eu to chorando não é minha...
Que o meu choro liberte os que amo da tristeza tal qual um sopro liberta as pétalas dessa flor!!..
Que o meu choro liberte os que amo da tristeza tal qual um sopro liberta as pétalas dessa flor!!..
11 de agosto de 2013
Dia dos Pais
Meu meste. Meu Padrinho. Meu avô. O homem que, bravamente, supriu a imensa lacuna de não ter um pai presente na minha infância. O homem de quem não pude me despedir porque estava "presa" na casa do homem que socialmente sempre chamei de pai, mas que num imenso ato de amor e gentileza, se despediu de mim em sonho, na noite que se foi. O maior choro que calei na infância. Das maiores saudades que carrego comigo. Foi ele quem me ensinou o verdadeiro significado da palavra pai. Foi ele quem me deu o Ponce que carrego com tanto orgulho. É ele quem celebro num dia como hoje.
8 de agosto de 2013
re-formando
poeira. cheiro forte. os olhos ardem. a garganta fecha. não aguento mais. como anda difícil manter essa casa de pé...
7 de agosto de 2013
A. A.
e desde então sigo pensando em tudo o que quero te dizer. em tudo o que quero perguntar. em como devo fazer. tenho dúvidas crescendo e fervilhando em minha cabeça. no fundo, não sei nem mais como agir. tenho medo, acho. é que por dentro dessa casca tem uma menina insegura e que morre de medo de ser julgada. e não que eu tenha alguma dúvida na escolha que fiz. não. essa é, talvez, a maior certeza que tenho nesse momento da minha vida. o medo é outro. e nem eu mesma sei bem qual é... e te dizer que não sei o que quero te dizer seria mentir pra mim mesma. eu sei. só que não sai. não sei como. não sei a hora. não sei nem como começar. enfim.
25 de julho de 2013
coração apertado e os olhos em silêncio. e dessa vez parece que nada vai sair. nem por aqui e nem por lugar nenhum. as lágrimas já não descem. e quando descem, não param mais.. tenho dor nas mandíbulas. estou cansada. o mais estranho disso tudo é pensar que essa dor parte exatamente de onde me apoiei pra curar as dores de outros momentos. sabe, pra mim foi (e é) difícil demais confiar em alguém assim. me entregar. e quando decidi fazer isso, não pense que foi uma decisão fácil e qualquer... pensei muito. escolhi a dedo. e hoje, pela primeira vez, passou pela minha cabeça (e pelo meu coração) que posso ter errado redondamente ao te escolher. não sei o que aconteceu. mas em algum lugar dentro de mim, temo que tenham acontecido algumas coisas. estou triste. choro enquanto te escrevo. ou melhor, enquanto escrevo. estou tão dolorida que não consigo aceitar um carinho da pessoa que mais amo, por mais que eu saiba que preciso dele, não consigo aceitar... é que quando a ferida é muito grande, quando passamos o remédio pela primeira vez, dói mais...
não sei porque. não sei nem mais o que escrever mas sigo escrevendo como quem foge de uma dor que não passa. não. eu não quero que ninguém faça NADA por mim e para mim por obrigação. o sagrado, pra mim, está em outro lugar. de outra forma... enfim. estou confusa até pra escrever. as coisas querem sair, mas não sabem bem como. no fundo, eu queria era deixar de ser covarde e te perguntar o porque... mas é que o medo de ouvir que "não é nada.. é impressão.." é muito e me para. me faz recuar. enfim. espero estar errada. na verdade, te espero. acho.
não sei porque. não sei nem mais o que escrever mas sigo escrevendo como quem foge de uma dor que não passa. não. eu não quero que ninguém faça NADA por mim e para mim por obrigação. o sagrado, pra mim, está em outro lugar. de outra forma... enfim. estou confusa até pra escrever. as coisas querem sair, mas não sabem bem como. no fundo, eu queria era deixar de ser covarde e te perguntar o porque... mas é que o medo de ouvir que "não é nada.. é impressão.." é muito e me para. me faz recuar. enfim. espero estar errada. na verdade, te espero. acho.
24 de julho de 2013
Recôndita
Porque hoje é o dia dela. Que não fazia sentido algum ser amiga. Que não fazia sentido algum amar. Que não fazia nenhum sentido. Mas fez todos os meus. E passamos por cima de todos os olhares tortos, de todas as críticas, de todas as pessoas que julgaram (e julgam) nossa aproximação.
Talvez por termos vivido as mesma dores... Talvez por trazermos Pernambuco escondido no fundo da alma... Talvez por tantas outras coisas... O fato é que tem coisas que não são de explicar, são de sentir. E sinto.
Ainda bem que nos encontramos. Ainda bem que não somos dessas que se julgam de longe e com medo quando a vida coloca frente a frente numa situação tão desfavorável. Ainda bem que decidimos dar as mãos e seguir. Foi bem mais fácil ultrapassar a barreira!
Feliz vida, minha Recôndita! Te amo. De perto, de longe, de sempre. Saudade muita, mas amor maior ainda!
Feliz vida, minha Recôndita! Te amo. De perto, de longe, de sempre. Saudade muita, mas amor maior ainda!
22 de julho de 2013
A. A.
eu já nem sei mais quantas foram as vezes que te escrevi. e, sabe, quando eu perco a conta assim é porque o sentimento já se firmou... e há muito tempo.. as vezes me parece estranho te dizer coisas por aqui, porque, no fundo, é dizer sem dizer. é que sou assim: meio liberta, mas quase sempre toda presa. e aí as coisas que me transbordam acabam por vir parar aqui... escrevo escrevo escrevo. digo sem dizer. tenho medo. receio. não sei o que se passa aí do seu lado. e ao mesmo tempo sinto que o caminho que enxergo é sim concreto e certo. tenho um nó na garganta que me faz confundir as palavras e escrever e apagar e escrever e apagar... por isso prefiro as cartas de tinta no papel como aquela que te dei.
17 de julho de 2013
A. A.
um dia longo... navegando por quase duas horas no rio São Francisco... até onde ele se encontra com o mar... uma linda história e o pensamento firmou por aí.
A.
acho que saudade assim, eu nunca tinha sentido antes... louco esse desejo de voltar pra casa. ele nunca foi assim... talvez porque eu nunca tenha estabelecido um lar. uma família. obrigada por ser comigo.
Maceió
É muito louco isso de não ter intimidade com a pessoa que te
colocou no mundo, limpou sua bunda e te ensinou a ser humana.
12 de julho de 2013
A.
E aí eu fico aqui pensando em como tudo seria mais colorido
e iluminado se a companhia fosse você... a saudade aperta mais a cada dia.
7 de julho de 2013
.
e aí, sem conseguir dormir, você começa a ter uma puta de uma dor de barriga e sua pressão baixa. eu acharia estranho se não fosse eu.
5 de julho de 2013
Nê
e aí você veio me dizer disso que sente quando vem aqui. tenho medo. medo de que não enxergue os porquês das coisas. não escrevo porque posso dizer. consigo. não escrevo porque vivo, diariamente, esse meu amor por você. não escrevo porque não preciso. prefiro dizer. viver. vivo. amo. e ponto. e pronto.
1 de julho de 2013
A.A.
ontem eu desentalei um "eu amo você" que me doía há algum tempo. é que a coragem me invadiu quando me permiti enxergar o tamanho da sua fragilidade. sua tristeza é serena e transparente. quis te dizer tantas coisas... quis te pegar no colo, inverter os papéis... mas além do "não caber", tem essa falta de coragem que me acompanha quando quero te dizer desses meus sentimentos. e então, mais uma vez, o meu abraço te disse mais do que minha boca poderia expressar. eu não soube o que dizer. não soube como agir. só sei que ontem vi em você uma menina. menina serena e desamparada. e quis te dar o colo que você me deu quando me recebeu em sua casa. em sua vida. e me semeou esse desejo de me dizer sua filha.
26 de junho de 2013
incluindo eu
há quem não me entenda... há quem. há quem não me enxergue... há quem. mas, dificilmente, há quem acredite em minha intuição.
Sobre a (nem um pouco) sutil diferença entre "ss" e "c"
eu me irrito. me desgasto. entristeço... e não venha me pedir pra eu não me afetar!!
é que às vezes é difícil lidar com isso de enxergar a maldade nos olhos da pessoa... principalmente quando só você vê ou a maior parte das pessoas não vêem... e aí, eu não lido. quero distância e, dificilmente, sei ser educada. e, normalmente, as pessoas insistem em se aproximar... ou seria se aproveitar??
... no fundo, deve ser por isso que acredito tanto no tempo... uma hora tudo vem à tona.
é que às vezes é difícil lidar com isso de enxergar a maldade nos olhos da pessoa... principalmente quando só você vê ou a maior parte das pessoas não vêem... e aí, eu não lido. quero distância e, dificilmente, sei ser educada. e, normalmente, as pessoas insistem em se aproximar... ou seria se aproveitar??
... no fundo, deve ser por isso que acredito tanto no tempo... uma hora tudo vem à tona.
24 de junho de 2013
Suzan
e aí eu estou aqui, me sentindo sozinha. e chorando e pensando no quanto me faz falta não ter por perto a pedra mais preciosa que já encontrei pelo caminho, ela aparece.
saudade não dói, mata aos poucos.
saudade não dói, mata aos poucos.
A.
É que, as vezes, eu só preciso de um abraço... então, por favor, não me venha com críticas. abandonar um ofício que se ama, dói. e não é pouco.
H,
anteontem, tomando banho, eu pensava sobre como tudo terminou. como eu terminei tudo. e, agora, de novo no banheiro (mas desta vez chorando) isso me voltou à cabeça. é que pela primeira vez, pensando sobre "nosso fim", eu vi que, sim, eu me arrependo. e muito. me arrependo não por ainda esperar alguma coisa de "nós", mas pelo como tudo aconteceu. pelo como lidamos com a situação. pelo como não respeitamos o amor que temos um pelo outro... pelo como temos tentado fingir que nos esquecemos. eu não tento. enfim. é que as vezes eu sinto a necessidade de te dizer das coisas que se passam aqui dentro e me transbordam pelos olhos. sinto falta de te ter em minha vida. sinto falta de Suzan mais perto. sinto falta de tudo o que eu abandonei quando tomei a decisão de fazer as coisas da maneira que fiz. sinto falta de mim. do que fui. do que, em algum lugar, ainda sou. não sei mais o que dizer, só sei que tento tirar isso tudo de dentro de mim. sei que preciso. agora estou triste. agora. minha vida anda bem. estou feliz. estou caminhando, ainda com alguns tropeços, mas sigo... e bem. inteira. não moro com minha mãe há mais de um ano. conheço pessoas novas e sempre digo de você e penso o quanto queria te dizer delas também. enfim. não é a vida.. é esse sentimento de saudade e de medo dele nunca mais passar que me machucam sempre que me pego pensando e lembrando dessas coisas... amor, Lu.
27 de maio de 2013
A.A.
Tenho pensado sobre isso de ter um "mãe" entalado na garganta querendo sair... porque no fundo eu acho que se ele sair, assim, de repente... quase que como um fio de contas que se desmancha como se derretesse... ou como o vômito que me saiu ontem depois daquela situação horrível, a coisa flui e a gente deixa de ter esse medo de ser quem realmente somos uma pra outra. tem sido difícil não saber dizer desse meu amor por você.
17 de maio de 2013
21 de abril de 2013
eu, sinceramente, não consigo entender. não consigo não me entristecer com isso. meu peito fica apertado e me sinto só, mesmo com você ao meu lado. silencio, mesmo não suportando seu silêncio. engulo o choro pra tentar seguir. te digo o que penso. proponho, para ver no que dá. sua resposta me entristece ainda mais. mesmo que eu já soubesse, ouvir aumenta a dor. a bexiga reclama. fica cheia pra tentar me livrar dessa situação. vou. triste. só.
7 de abril de 2013
Sigo. triste e despedaçada, mas sigo. sempre. nunca tive medo de seguir em frente. pelo contrário. já tive medo de desistir. de parar. mas de seguir, nunca. e talvez, meu amor, essa seja a questão. não, eu não quero que você vá embora, mas também não acho que mereço certos tipos de tratamento. se errei, se erro, saiba que não é a primeira vez. foram muitas as vezes que errei, que me exaltei, que acabei comigo mesma. mas nunca deixei de ir. NUNCA. sigo. triste. mas sempre sigo.
A.
acho estranho isso de se achar normal escolher um caminho e não assumi-lo. na verdade, acho estranho isso de ter que escolher entre um caminho ou outro. no seu caso, meu amor, esses caminhos poderiam (e deveriam, acho...) andar juntos. estou triste pela sua escolha. mas entendo, respeito e sigo amando.
20 de março de 2013
e mais uma vez escrevo porque talvez as coisas só façam sentido mesmo pra mim, que sinto. não consigo dividir. e sinto como se não tivesse espaço para dizer, mesmo sabendo que, de alguma forma, o tenho. sinto medo. de ser julgada. de estar errada. não quero mais esse choro entalado na garganta e muito menos esse sentimento de vazio. de solidão. sinto medo. talvez fosse melhor minha cabeça explodir de tanta dor e pronto. tudo estaria resolvido. não sei por onde ir e nem com quem. só sei que tenho que ir. tenho que seguir um caminho que tenho receio de tomar. preciso de ajuda. preciso, sim, que me peguem pelas mãos e me levem. acendo uma vela ao acordar e uma que ainda não se apagou quando vou dormir. peço por mim. agradeço e me entrego. e, talvez, não faça sentido falar de medos quando se tem tanta vontade de entregar-se... mas o meu medo, como sempre foi, é o do trajeto e não o do destino. poucas vezes em minha vida tive medo do destino. e talvez, ele tenha sido meu grande aliado na vida. e não me entenda mal quando falo de destino, falo de destino como o ponto de chegada e não como destino na vida... no fundo, acho que não acredito em destino... não como se diz por aí... enfim. talvez aqui seja mais um fim que não diz nada, apesar de dizer um pouco. as coisas não estão saindo. me tranquei quando me libertei. mas no fundo, eu já sabia.
19 de março de 2013
e daí quero escrever porque tem certas coisas que não saem daqui de dentro... não sei pra onde andar agora que as coisas andaram. só sei que tenho. e que quero. na verdade, no fundo, como sempre, acho que sei pra onde... só não sei bem o como. enfim. queria conseguir te chamar. te olhar nos olhos e te dizer. mas não sai. tenho medo. sou tímida. alguma coisa me bloqueia. me trava. e aí, tem coisas que eu só consigo dizer na brincadeira. fazendo piada... talvez me falte um porre pra tomar coragem de dizer certas coisas... enfim.
11 de março de 2013
A.A.
um abraço foi tudo o que eu consegui te dizer. porque quando sinto muito, as palavras me faltam e vem um nó na garganta. não sei lidar. calo. engulo o choro e fico como um bichinho acuado, com medo de me mexer. com medo de ser. não disse. mas sei que me ouviu. porque, no fundo, sei que me entende sem eu dizer. como minha mãe. como uma mãe. que é. mesmo sem saber, sabe. o medo é meu também. e digo também porque sei que é seu. é nosso. uniu. e, como eu sempre digo, o que o mar uniu, não há quem separe.
4 de março de 2013
A. A.
Porque além de todas as outras coisas, eu queria te dizer de mim. de minhas escolhas. de minha trajetória.. quem é Eu? quem sou... menina afoita, mãe, mulher. silêncio e grito. fotografia e tambor. sou medrosa. além de tudo, o medo me acompanha. acompanha e fortalece a cada dia. nasci no mar. e lá cresci. desde criança aprendi que ele, na verdade, é ela. Ela. e assim ensinei à minha menina quando ela se tornou minha. são 28 os anos de relação profunda com a água salgada. é como eu disse à ela antes mesmo de dizer do meu amor: tenho medo de água rasa. sou das profundezas. na saúde e na doença. não tenho medo de (a)mar. e como boa amante da água salgada, sou especialista em derramar lágrimas.. afinal, minha fonte de mar são meus olhos. e não vivo sem ele. grande útero da natureza que me criou e me fez mãe. líquida. mulher. à Ela confiei meu eu. desde sempre. e à Ela confiei meu amor quando não pude dizer dele à ninguém. silenciei e chorei. misturei minha água salgada à dEla. e nem sei quantas foram as (muitas) vezes que me misturei à Ela em meio às lágrimas. o fato é que hoje Ela está triste comigo. me faz medo. sim, eu tive medo do mar pela primeira vez aos 28 anos. e talvez pareça engraçado, mas não é. sinto tristeza porque talvez eu tenha errado ao desnudar tanto nossa relação à olhos não tão bondosos. talvez eu tenha deixado esses mesmos olhos verem coisas que abriram caminhos pra maldade me atingir. mas, sabe, eu confio nas pessoas antes de desconfiar. e agora tenho um nó na garganta enquanto escrevo porque tenho medo. mas não de estar errada. o mar não erra. eu sim. e com a certeza que só o mar me deu, sigo. com medo, mas em frente. no sentido do mar, porque pra mim, só assim isso tudo fará sentido.
20 de fevereiro de 2013
2 de fevereiro de 2013
dois de fevereiro vá no Rio Vermelho... ela vai sambar!
Já faz um ano que peguei um avião e fui, com medo, insegura... Nunca mais voltei. Quem voltou foi outra mulher. Inteira. Amante e amada. Segura. Feliz. Ah, Bahia... Ah, minha Mãe... Mãe que escolhi pra ser filha. Que presente me deu!!! E como foi libertador resignificar seu dia... E como estou emocionada em estar aqui, no dois de fevereiro do ano seguinte gritando para o mundo: ESTOU FELIZ E INTEIRA! Só tenho que agradecer por esse dia, por esse ano, por essa vida, mas principalmente por essa união que o mar, num dois de fevereiro, em plena Bahia, abençoou!!
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