Na foto: Praia de Boa Viagem - Recife - PE, clicada por mim em 25/01/2010

"Quando estou mudo, quero dizer tudo."

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31 de dezembro de 2012

Novo Ano

Há exatamente um ano, na virada de 2011 pra 2012, eu corri para o mar à meia noite, mergulhei, agradeci pelo 2011 duro que tive e pedi: "Se for pra ser, que seja, se ela quiser. Se não, só não me deixe sofrer." E o mar disse: Amem... e amém. 

Obrigada, mar! Obrigada, 2012! Obrigada, minha menina!



3 de dezembro de 2012

Anhangabaú

o transbordamento de águas soterradas. Sobre Ele. Sobre mim.

13 de setembro de 2012

Foi como quando eu peguei aquele envelope e abri pela primeira vez.


E, talvez, por estar, agora, mais madura, não possa deixar em outras mãos a decisão. O filho é meu, o corpo é meu e eu quero.

1 de setembro de 2012

sábado de silêncio

E  numa manhã de sábado de sol, onde tudo deveria caminhar para uma felicidade plena, aqui estou, prestes a derramar mais lágrimas. justo eu que por tanto tempo aprendi a trilhar caminhos sozinha. justo eu, que custei tanto a entender que eram esses os (meus) caminhos mais certos. sigo, hoje. acompanhada, mas cansada. cansada de julgamentos e de cobranças. cansada de uma vida onde dou e não recebo. cansada de ser a grande amiga de não amigos. e, quando isso me é estampado no meio da testa, o que esperar? o que espero? espero. e, agora, chego ao que quero dizer: sobre como é difícil se ver em uma situação que não queria estar e, receber, de quem se espera o mínimo de apoio, cobranças. cobranças de atitude diferente. cobrança de agir exatamente da forma como você, dias antes, mostrou com toda clareza que não é capaz de fazer e que, como se irrita quando não é capaz de fazer. e, como se magoa consigo mesma por não ser capaz de frear esses processos. enfim. eu, sinceramente, nem sei mais o que escrever e muito menos o porquê o faço. só sei que preciso chorar. que preciso colocar pra fora de mim esse sentimento que me aprisiona, que me faz sentir incapaz. NÃO, EU NÃO PRECISO (E MUITO MENOS QUERO) DE NINGUÉM JOGANDO NA MINHA CARA QUE EU DEVERIA COBRAR AS PESSOAS, QUE EU DEVERIA FAZER ISSO OU AQUILO. O QUE EU PRECISO, MEU AMOR, É DE ALGUÉM QUE ME AJUDE A RESOLVER AS COISAS SEM ME DEIXAR TÃO SOBRECARREGADA. simples. assim. como quem ajuda sempre os outros sem olhar a quem. como quem dá, sem pretensão alguma de receber. como quem, morrendo de medo, se joga de um penhasco como se o medo não existisse, pura e simplesmente porque acredita que é bonito voar.


20 de julho de 2012

Eu já deveria saber que Ela (Daniela) me faria fazer exatamente o que eu não deveria.

26 de maio de 2012

sobre um bom dia.

e depois de tudo, a vida a dois. sinto que talvez ainda não seja a hora. mas ao mesmo tempo sinto que sim, é a hora. e não quero deixar passar. não quero perder a minha hora. a sua hora. pode ser pior. eu quero estar com você. eu quero dividir tudo com você. mas as vezes não te sinto. não sinto que esteja. não sinto que goste. esse meu jeito de levar a vida. de encarar tudo como uma grande brincadeira. esse meu jeito de pegar os grandes incômodos e transformar em pequenas piadas do dia a dia. isso te incomoda. nos mata aos pouco. e, de repente, sinto que não dá mais. sinto que não quer mais. hoje, levantou e me deixou sozinha, nua, na cama. foi. eu te ouvi mexendo nas coisas e percebi sua necessidade de estar longe de mim. pensei. pensei. parei. me levantei e fui até você. eu te queria aqui comigo. te quero. pedi. como tanto odeio e sempre tenho feito com você. pedi. você me deu um não e mais uma vez me disse de como é errado ou de como te incomoda esse meu jeito de ser. esse meu jeito de falar de tudo e com todos. esse meu modo de vida. esse meu jeito de quem já apanhou tanto da vida que perdeu qualquer medo de ser julgada e sai por aí dizendo demais, mas nunca de menos. enfim. eu estou aqui. sentada na cama. nua. te esperando. te querendo ao meu lado. não por nada. não para nada que se possa achar que uma mulher nua espera numa cama. é como eu li no meu próprio caderno ontem. talvez só a sua presença me baste. mas você não pode perceber isso. ou não quer. não sei, não tenho como saber. você cala. se cala sempre que quer falar. agora está aqui. ao meu lado. calada. me julgando, talvez. só pensando. não sei. não tenho como saber. nunca tenho como saber. meu choro, entalado na garganta, já não consegue mais sair. e tenho medo. disso tenho muito medo. eu já não falo mais. corro. escrevo. sinto. e sinto muito. bem muito, como meu coração quer dizer. não sei mais pra onde ir. por onde andar. tenho vontade de sair da cama e fingir que o dia está lindo. seguir. como se isso tudo fosse antes de acordar. mas não. meu coração, como sempre, não me deixa fugir. tenho medo. hoje, vou ficar sozinha. e você  sabe. e eu sei. que não é um dia bom pra mim. mas deixe que eu lido com isso. com o antes disso. mesmo querendo. mesmo pedindo. talvez a questão seja minha. só minha. mas aí, meu amor, eu me pergunto: de que serve uma vida a dois se não posso dividir? estou calada. cansada. triste. te espero, sempre. e espero. sinto a sua falta te tendo ao meu lado todas as noite. e digo. e escrevo sobre a falta que você me faz. mas talvez, por ser essa pessoa que brinca com tudo, isso, pra você, seja apenas mais uma brincadeira. enfim. não sei mais porque escrevo. talvez pra fugir da situação de parar, largar o computador e te enfrentar. ou melhor, enfrentar você aí sentada, sem me dizer uma palavra e eu aqui, me corroendo por dentro. tenho medo. vou.

17 de maio de 2012

com título

e aí eu me deparo com a situação de sempre na criação e já não sei mais se a questão é minha ou do mundo. esse mundo podre das artes. esse mundo cruel das artes onde cada um só consegue olhar para si mesmo, para o próprio trabalho, para a própria fatia do bolo. ninguém é capaz de olhar ninguém. ninguém é capaz de acolher ninguém. não aqui. não a mim. e aqui estou eu, nessa sala de ensaio, sem poder sair. e, pior, sem poder deixar as coisas sairem de mim. o choro, entalado na garganta, tenta vazar pelos olhos, mas não. eu não vou. não vou. eu não choro na frente deles. delas. não choro. não por isso. afinal, aqui, ali, em tudo. é cada um por si. e meu choro, nesse caso, só mostrará as minhas fraquezas. me calo. engulo o choro e passo a escrever aqui desenfreadamente pra não deixar nenhuma lágrima vazar. e aí, mais uma vez me questiono: QUAL MINHA FUNÇÃO AQUI? e eu, que acredito tanto nesse projeto. acreditei. realmente não acredito que alguém aqui precise de mim. não acredito na minha criação artística engulindo tanto. sofrendo tanto. enfim. preciso voltar. porque preciso fazer parte disso. deveria.

11 de abril de 2012

Quando a coisa chega no ponto de te fazer raiva e te desperta um quase ódio momentâneo, talvez seja a hora da agir... cansei de sorrir pro que me fere diariamente. mente. cansei. ou luto ou morro.. na praia. assim sinto. pressinto.

6 de abril de 2012

H.R.

e aí eu lembrei de você... entendo seu afastamento. e respeito. muito. mas sinto saudade. sinto a sua falta. como amigo. como um grande amor que quero manter vivo em minha vida, mesmo que em outro lugar. digo lugar interno e não físico. sinto. tenho sentido demais. espero que esteja bem. e cada vez melhor e mais inteiro. por aqui, sigo. caminhando forte e cada vez mais me encontrando em meus caminhos. se puder, se quiser, mande notícias. um beijo em você e outro nessa menina, fruto de um amor tão grande. nossa (e digo e repito: sim, nossa filha.) é assim que sinto.

a lembrança, um presente:



te amo sempre. e pra sempre. tenha a certeza de que estará sempre comigo. um beijo no coração e um abraço apertado.

com um nó na garganta de saudade, Lu.

6 de março de 2012

"Difícil fotografar o silêncio. Entretanto, tentei." - Manoel de Barros

Na foto: Ela.
Atrás da lente: Eu.

8 de fevereiro de 2012

sobre a chuva que tomei ontem...

e não é que hoje ela veio calma e silenciosa... me pegou desprevenida no meio do caminho... abençoou. cheguei em casa de alma lavada.

hoje

sem.ti

6 de fevereiro de 2012

e de repente me deu um sono incontrolável. adormeci ali mesmo. sonhei com você. acordei com o celular. chamada da vida real. sempre. e depois ela me disse da lua. e eu vi que ela estava linda, cheia, grande... na minha janela. e quis dividir. quis te dizer. quis te abraçar. senti. sorri. segui e calei. tudo. mas agora, quando fui ali na janela procurar a lua, me encontrei com você. a estrela amarela. ela está aqui na minha janela, velando meu sono. ela e a lua cheia. preciso conseguir dormir.
Quando eu vejo uma lua dessas, é como se o mar me chamasse... eu vou pra rua!
quantos travesseiros serão necessários essa noite?
e aí eu fico sem nem querer tomar banho pra não tirar de mim essa sensação de você.

30 de janeiro de 2012

tem dias que o coração pede: eu calo.

26 de janeiro de 2012

cheguei em casa quebrada. por dentro e por fora... no caminho pra casa, vomitei todo o choro que guardei durante o dia. e durante a noite... sim, eu choro por você. ontem, quando eu estava ali no chão olhando aquela menininha dançar e você chegou, eu quis te dar um abraço e chorar. e queria que você pudesse chorar também. porque, no fundo, eu sinto que talvez a gente possa chorar isso tudo juntas. eu sei em seus olhos que você precisa chorar. acho... sinto. quando entrei em casa, precisei de um banho de luz apagada pra 'organizar os palitinhos'... o corpo pediu cama. o coração pediu cobertas e mais cobertas. companhia. dormi. acordei num susto. minha cama tem sido muito grande pra mim. sinto frio e calor a noite toda. por dentro e por fora. não tenho dormido bem. abri os olhos e num impulso peguei o computador pra te escrever. queria poder te ligar. te ouvir. falar. não consigo mais dormir, apesar de saber que ainda não é hora de dizer bom dia.

(o meu avô dizia que quando a gente não consegue dormir, é porque está acordado no sonho de alguém... que seja no seu!)

24 de janeiro de 2012

Ei, menina,

tá tudo tão difícil aqui dentro. Tudo tão complicado. Tantas coisas. Tenho vontade de chorar, mas ao mesmo tempo me pego sorrindo sem motivo algum. Penso em você o dia todo. Tudo me lembra você. As coisas não estão caminhando como eu esperava, muitas surpresas por aqui. Surpresas difíceis, pra não chamar de ruins... Por um lado estou triste, assustada, acuada... Por outro, estou feliz por me perceber capaz de não desmoronar, mesmo diante de uma situação dessas. Talvez te ter em mim tenha me dado essa força. Eu queria poder desabafar. Eu queria poder dizer tudo. E chorar tudo. Não posso. Não tenho onde e nem com quem. Eu sou só. Por incrível que pareça, eu sou só. Tenho aprendido a ser só e isso dói demais. Mas ao mesmo tempo, tenho uma vontade imensa de dividir isso tudo com você. Isso tudo de difícil e isso tudo de mais lindo que tem se passado aqui dentro. Estou confusa, apesar de ter comigo grandes certezas. E essa coisa toda às vezes aperta aqui dentro e eu me calo; me fecho, entro debaixo do edredom e choro.

... Mas, no fundo, o que eu mais precisava era do seu abraço e daquele silêncio que me abraça a alma e me põe de pé.

amor,

Chica

sobre se (re)conhecer

desde que me conheço por gente que escuto a história de que minha mãe me deu o nome de Luciana por causa de uma música: 'Cantiga por Luciana'. minha mãe e minha avó sempre cantaram pra mim. ouvi diversas vezes durante a infância... me lembro até de uma vez em que ganhei da minha avó um papel com a música escrita... aquela letrinha dela, inconfundível. nunca dei importância. ouvi, li, reli, ouvi de novo... nunca gostei da tal da música.. achava meio brega.. a adolescência veio... coisas e mais coisas... vida. até que hoje, remexendo em caixas no fundo do armário, encontrei um papel com aquela letrinha de vó... era a tal da música! e fez tanto sentido... fez sentido como todas essas coisas que a minha avó tem me falado sem me dizer uma palavra nos últimos tempos... fez todos os meus sentidos! ouvi. ouvi. e ouvi. senti. sou.

deu vontade de partilhar:

22 de janeiro de 2012

i.den.ti.fi.ca.ção

sf (identificar+ção) 1. Ação ou efeito de identificar ou identificar-se.



17 de janeiro de 2012

A.

e eu, que nunca fui de ler Clarice, decidi parar de procurar alguém que me completasse.. e depois de muito, quando já me sentia completa; você apareceu na minha vida. ...transbordei.



("Não procure alguém que te complete. Complete-se a si mesmo e procure alguém que te transborde." C.L.)
raios, trovões e muita água. água triste, como quem transborda. depois, silêncio. por dentro e por fora.

16 de janeiro de 2012

e desde então a cidade chora.

hora triste. hora apertada. hora com uma pitada de alegria. bela. de arco iris. cinza. mas sempre. sempre ali. sempre úmida, como eu.

14 de janeiro de 2012

A.

aperto. muito vento... medo. até que chuva linda de arco íris... e no meio de tantos tambores, me molhei no silêncio da chuva. o pensamento sempre em você. eu acho que isso que sinto é saudade. o tempo tem sido muito pra mim.

13 de janeiro de 2012

será que o meu erro é a entrega? será o maior erro de todos eu me dar assim? dizer tudo... ser sincera? tá doendo. e eu não tenho medo nem vergonha de dizer: amo;

e amor não tem volta.

9 de janeiro de 2012

e aí choveu muito. chuva calma, sem trovões, sem raios, mas forte e intensa...

é como disse a Suzan, foi como se a cidade estivesse chorando... em mim, doeu. adormeci.

7 de janeiro de 2012

sobre aquela madugada

(para A.)

porque. porquês. por quê? sempre. quando? medo.
como? como? reação. ação. pele. alma.

QUANDO O CASAMENTO É DE ALMA, A PELE PEDE.

amo. amo? amo.

eu não estaria sem amor.

eu não seria sem amor.

AMOR.

eu sangro amor.

sangro.

amor?
silencio. silêncio. medo.

sim, eu tenho medo. eu não queria ter. queria apenas ser. quero.

TER NÃO É VERBO PRA MIM.

nunca tenho. nunca quero ter. quero ser. sou. eu. sou.

quero.

não tenho.

5 de janeiro de 2012

aí eu não consegui mais dar nenhum click. porque é como se não fizesse sentido algum fotografar coisas infotografáveis.

NÃO FAZ.

NÃO FAZ OS MEUS SENTIDOS.

SENTIDOS.

SENTINDO.

eu transbordei meu amor por você. eu. o mar. sempre o mar.

(SILÊNCIO)