Na foto: Praia de Boa Viagem - Recife - PE, clicada por mim em 25/01/2010

"Quando estou mudo, quero dizer tudo."

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25 de julho de 2013

coração apertado e os olhos em silêncio. e dessa vez parece que nada vai sair. nem por aqui e nem por lugar nenhum. as lágrimas já não descem. e quando descem, não param mais.. tenho dor nas  mandíbulas. estou cansada. o mais estranho disso tudo é pensar que essa dor parte exatamente de onde me apoiei pra curar as dores de outros momentos. sabe, pra mim foi (e é) difícil demais confiar em alguém assim. me entregar. e quando decidi fazer isso, não pense que foi uma decisão fácil e qualquer... pensei muito. escolhi a dedo. e hoje, pela primeira vez, passou pela minha cabeça (e pelo meu coração) que posso ter errado redondamente ao te escolher. não sei o que aconteceu. mas em algum lugar dentro de mim, temo que tenham acontecido algumas coisas. estou triste. choro enquanto te escrevo. ou melhor, enquanto escrevo. estou tão dolorida que não consigo aceitar um carinho da pessoa que mais amo, por mais que eu saiba que preciso dele, não consigo aceitar... é que quando a ferida é muito grande, quando passamos o remédio pela primeira vez, dói mais...
não sei porque. não sei nem mais o que escrever mas sigo escrevendo como quem foge de uma dor que não passa. não. eu não quero que ninguém faça NADA por mim e para mim por obrigação. o sagrado, pra mim, está em outro lugar. de outra forma... enfim. estou confusa até pra escrever. as coisas querem sair, mas não sabem bem como. no fundo, eu queria era deixar de ser covarde e te perguntar o porque... mas é que o medo de ouvir que "não é nada.. é impressão.." é muito e me para. me faz recuar. enfim. espero estar errada. na verdade, te espero. acho.

24 de julho de 2013

Recôndita

Porque hoje é o dia dela. Que não fazia sentido algum ser amiga. Que não fazia sentido algum amar. Que não fazia nenhum sentido. Mas fez todos os meus. E passamos por cima de todos os olhares tortos, de todas as críticas, de todas as pessoas que julgaram (e julgam) nossa aproximação. Talvez por termos vivido as mesma dores... Talvez por trazermos Pernambuco escondido no fundo da alma... Talvez por tantas outras coisas... O fato é que tem coisas que não são de explicar, são de sentir. E sinto. Ainda bem que nos encontramos. Ainda bem que não somos dessas que se julgam de longe e com medo quando a vida coloca frente a frente numa situação tão desfavorável. Ainda bem que decidimos dar as mãos e seguir. Foi bem mais fácil ultrapassar a barreira!

Feliz vida, minha Recôndita! Te amo. De perto, de longe, de sempre. Saudade muita, mas amor maior ainda!


22 de julho de 2013

A. A.

eu já nem sei mais quantas foram as vezes que te escrevi. e, sabe, quando eu perco a conta assim é porque o sentimento já se firmou... e há muito tempo.. as vezes me parece estranho te dizer coisas por aqui, porque, no fundo, é dizer sem dizer. é que sou assim: meio liberta, mas quase sempre toda presa. e aí as coisas que me transbordam acabam por vir parar aqui... escrevo escrevo escrevo. digo sem dizer. tenho medo. receio. não sei o que se passa aí do seu lado. e ao mesmo tempo sinto que o caminho que enxergo é sim concreto e certo. tenho um nó na garganta que me faz confundir as palavras e escrever e apagar e escrever e apagar... por isso prefiro as cartas de tinta no papel como aquela que te dei.

17 de julho de 2013

A. A.

um dia longo... navegando por quase duas horas no rio São Francisco... até onde ele se encontra com o mar... uma linda história e o pensamento firmou por aí.

A.

acho que saudade assim, eu nunca tinha sentido antes... louco esse desejo de voltar pra casa. ele nunca foi assim... talvez porque eu nunca tenha estabelecido um lar. uma família. obrigada por ser comigo.

Maceió

É muito louco isso de não ter intimidade com a pessoa que te colocou no mundo, limpou sua bunda e te ensinou a ser humana. 

12 de julho de 2013

A.

E aí eu fico aqui pensando em como tudo seria mais colorido e iluminado se a companhia fosse você... a saudade aperta mais a cada dia.

7 de julho de 2013

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e aí, sem conseguir dormir, você começa a ter uma puta de uma dor de barriga e sua pressão baixa. eu acharia estranho se não fosse eu.

5 de julho de 2013

A.

hoje acordei com o corpo todo dolorido de saudade.

Nê

e aí você veio me dizer disso que sente quando vem aqui. tenho medo. medo de que não enxergue os porquês das coisas. não escrevo porque posso dizer. consigo. não escrevo porque vivo, diariamente, esse meu amor por você. não escrevo porque não preciso. prefiro dizer. viver. vivo. amo. e ponto. e pronto.

1 de julho de 2013

A.A.

ontem eu desentalei um "eu amo você" que me doía há algum tempo. é que a coragem me invadiu quando me permiti enxergar o tamanho da sua fragilidade. sua tristeza é serena e transparente. quis te dizer tantas coisas... quis te pegar no colo, inverter os papéis... mas além do "não caber", tem essa falta de coragem que me acompanha quando quero te dizer desses meus sentimentos. e então, mais uma vez, o meu abraço te disse mais do que minha boca poderia expressar. eu não soube o que dizer. não soube como agir. só sei que ontem vi em você uma menina. menina serena e desamparada. e quis te dar o colo que você me deu quando me recebeu em sua casa. em sua vida. e me semeou esse desejo de me dizer sua filha.