22 de dezembro de 2011
21 de dezembro de 2011
18 de dezembro de 2011
eu quero passar com a minha dor.
de repente ninguém. de repente alguém. de repente o meu estômago que me matava de dor, parou. de repente. a pergunta é: por quê?
16 de dezembro de 2011
eu decidi recuar. talvez eu esteja errada, talvez eu esteja certa, e isso, eu nunca vou ter como saber. eu sempre pequei pelo excesso. dessa vez, tendo a preferir parar antes. eu sou feita de entrega. acredito na entrega antes de qualquer coisa. e, na minha vida, não há meio termo. nunca houve. ou é. ou não é. quando vou, vou fundo. se não for assim, prefiro nem ir... que não seja então. e que a dor seja sentida logo para que as coisas fluam e novos momentos venham... eu choro enquanto escrevo. transbordo. um choro de quem desiste. de quem desiste de um amor profundo. de um amor que nem deveria ter o tamanho que tem. que nem deveria ser. amor.
14 de dezembro de 2011
13 de dezembro de 2011
10 de dezembro de 2011
5 de dezembro de 2011
(silêncio)
e aí você descobre, às duas da manhã, que a pessoa que menos te conhece nesse mundo é a que você chama de mãe.
chorei.
chorei.
27 de novembro de 2011
um pequeno resumo (ingênuo?) de um diálogo qualquer
eu tenho medo de você. eu inteira? medo não se explica, medo se sente! tô com a mente poluída do meu fim de semana carnal. gente se explica? gente se sente!
21 de novembro de 2011
Amor,
hoje eu acordei com um silêncio na alma que me deixou com nó na garganta. mas assim sigo. um dia, outro dia, um passo, mais alguns passos... sabe, as vezes eu acho que eu estou vivendo as coisas um pouco fora da ordem... com um certo delay.. não sei. ou melhor, sei sim. só não sei bem os porquês de todo o antes que escolhi. "não se admire... fui eu que mandei o beijo!"
12 de novembro de 2011
ponto e vírgula
porque quando a alma está tatuada, a pele é o de menos... que o dia seja o mais lindo de todos, afinal, hoje é dia de quem merece as coisas mais lindas do mundo!
3 de novembro de 2011
2 de novembro de 2011
25 de outubro de 2011
meu silêncio para gabriela
cheguei em casa e fiquei pensando sobre algo que falamos. eu acho que é a hora de falar. não achava. mas acabo de achar que é. sentimento. pressentimento. intuição, talvez... algo me levou até lá. vou seguir. tenho que seguir. não quero me trair pra me arrepender depois. eu, que demorei tanto pra aprender a não mentir, não posso mentir pra mim mesma. eu tenho que falar. eu amo o suficiente pra cair, levantar e seguir amando. e agora, não mais com o medo de não ser amada. assim como amo o suficiente pra não ter medo de dizer a verdade. as verdades. eu cansei. não quero mais essa dor que me tortura diariamente. o que não é meu, tenho que dar pra quem é dono. farei. eu queria você aqui agora. tá doendo. talvez por isso eu esteja escrevendo aqui desenfreadamente. eu não sei o que aconteceu aqui dentro. mas aconteceu. o freio se soltou e acho que agora vou ter que ir fundo nisso. até o final. apareça pra mim quando der. eu preciso de alguém por perto.
13 de outubro de 2011
da janela do aeroporto
- Olha, Suzan, tá chovendo...
- É... Nossa, do nada!
- Ainda bem que só choveu na hora de ir embora. Aproveitamos todos os dias sem chuva.
- É... Ô, Lu!... É como se a cidade estivesse chorando porque você vai embora..
(ah, se ela soubesse o tanto de chuva que eu engulo cada vez que o avião decola...)
- É... Nossa, do nada!
- Ainda bem que só choveu na hora de ir embora. Aproveitamos todos os dias sem chuva.
- É... Ô, Lu!... É como se a cidade estivesse chorando porque você vai embora..
(ah, se ela soubesse o tanto de chuva que eu engulo cada vez que o avião decola...)
12 de outubro de 2011
2 de outubro de 2011
dois de outubro
há exatamente um ano eu acordei ao seu lado. peguei seu remédio pra gripe na cozinha e te entreguei junto com um pouco de água. te dei um beijo na testa e saí da tua casa pra voltar mais tarde. eu nunca mais voltei.
com saudade e o mesmo amor,
Eu.
27 de setembro de 2011
23 de setembro de 2011
Amor e Confusão
por Conceni Paulina e Eu, Ponce.
CP: Não sei se amo porque sou confusa ou se amo a confusão. Ou se amor é mesmo confuso ou se quero pregos, porcas e parafusos!!??
Eu: O amor confunde amor; confuso amor. Eu. banheiro. amor. escola. amada. amando. amo. sem. com. sem. ter. sen-tir. sem. ela. eu. banheiro. corredor. silêncio. amor?
CP: E confusão!!
Eu: Confusão. com-fusão. euela. eutu. nós. com fusão.
CP: Adorei! ... "Com fusão" - Boa!! Uma fusão... Nuossa até me ajudoU!! Cê num tem noção...hahaha
Eu: hé!
Amor: fusão de seres confusos que se com-fundem.
(brincando de facebook)
CP: Não sei se amo porque sou confusa ou se amo a confusão. Ou se amor é mesmo confuso ou se quero pregos, porcas e parafusos!!??
Eu: O amor confunde amor; confuso amor. Eu. banheiro. amor. escola. amada. amando. amo. sem. com. sem. ter. sen-tir. sem. ela. eu. banheiro. corredor. silêncio. amor?
CP: E confusão!!
Eu: Confusão. com-fusão. euela. eutu. nós. com fusão.
CP: Adorei! ... "Com fusão" - Boa!! Uma fusão... Nuossa até me ajudoU!! Cê num tem noção...hahaha
Eu: hé!
Amor: fusão de seres confusos que se com-fundem.
(brincando de facebook)
19 de setembro de 2011
6 de setembro de 2011
Uma carta para Cláudia
Te escrevo e nem sei bem o porquê. Só sei que é pra você que quero escrever. Eu sou de cartas. De muitas cartas. Hora longas, hora curtas. Você não me conhece e, menos ainda, eu te conheço. O fato é que depois que fui assaltada senti que precisava te escrever. Talvez te soe estranho isso. Não sei. Nunca tenho como saber como as outras pessoas vão sentir o que eu decido dizer pra elas. E, na verdade, nem eu mesma sei bem o porquê decido dizer pra elas.
Isso de ter sido assaltada e a forma como tudo aconteceu, me desestruturou muito. Não que eu tivesse muito estruturada... Mas é que em outubro do ano passado a minha vida desmoronou e desde o início do ano que eu venho colocando tijolinho em cima de tijolinho e acho que isso tudo deu uma desorganizada. E doeu. Agora voltando pra minha mente confusa.. O porquê te escrevo... Suicídio. Desde que li no seu perfil do facebook sobre o que aconteceu na sua família, fiquei com isso na cabeça. Eu perdi uma amiga assim. E quando acordei naquele dia, abri o facebook e me deparei com o que você postou, me deu um nó na garganta. E o nó desceu pro peito quando eu cliquei no link e li um texto teu, sobre tua infância e... Eu quis te dizer alguma coisa. Eu quis fazer alguma coisa por você. Talvez por saber ou por achar que podia imaginar a dor que você estava sentindo. Corri pro seu mural e num impulso escrevi aquilo. Eu queria poder sair pela tela do seu computador e te dar um abraço. Eu queria ter intimidade pra te dizer que eu estava ali pra qualquer coisa. Não tinha. Não tenho. Mas disse. Tentei dizer. Enfim, essa não é uma carta de justificativas ou pelo menos não tem a intenção de ser... Eu nem sei mais... Sabe? Quando eu escrevo, fico sempre me questionando se terei a cara de pau de fazer a carta chegar ao dono... O mundo virtual facilita esses encontros....Talvez você nunca saiba dessas palavras. Provável. E, como sempre, minhas cartas são confusas como a minha mente. Não escrevo, transbordo...
Me lembro perfeitamente do dia em que recebi a notícia: "a Ísis se matou. tomou muitos remédios, tentaram levar ela pra hospital, mas não deu. Ela deixou uma carta, estou com medo de ler.". Fiquei em silêncio. Quem me ligou foi um grande amigo, que tocava com ela, num grupo que eu algumas vezes frequentei ensaios. Isso não importa. Naquela hora passou um filme na minha cabeça, ela dançando, linda, sempre sorridente e forte: UMA RAINHA DE MARACATU, foi assim que a chamei na última vez que a vi e fiz uma foto dela dançando. Eu quase chorei. Não chorei, não no telefone com ele. Depois de um pouco de silêncio, o que consegui dizer, o que saiu de mim foi: "Ainda bem que ela conseguiu." E daí eu não sei o porquê e nem sei de onde tirei isso, mas sei que foi assim que eu senti. E sei que é isso o que eu penso cada vez que vejo uma situação dessas, quando sei de uma situação dessas. A dor é toda nossa. Nós ficamos. A dor de quem sofria a ponto de tirar a própria vida, cessa. Acho... Várias vezes já ouvi falar sobre crenças de que depois de uma morte assim, a pessoa (ou a alma ou seja lá o que for que viramos.. ou somos.. não sei..) fica assim ou assado.. e que temos que pedir pela alma da pessoa. Eu prefiro acreditar que a dor cessou no momento em que a pessoa conseguiu se matar. Sim, eu peço pela alma, mas por amor à pessoa e não pela forma que ela morreu. Talvez eu esteja errada, mas é assim que sinto. Eu já quis me matar. Eu já tentei. Não tive coragem. Nunca tive coragem e, sim, eu vejo o suicídio como uma forma de coragem. Não acho nem um pouco covarde, como dizem por aí. Me lembro de pelo menos duas vezes ter escrito uma carta pra isso... Mas coragem eu nunca tive. Cheguei ao ponto de escrever uma carta 'definitiva' e sair pelo mundo a fora me colocando em risco já que eu não tinha coragem de fazer, quem sabe o mundo fizesse por mim... Enfim. Se você me lesse aqui, poderia até procurar entre meus escritos do final do ano passado e início desse ano coisas desse tipo aqui no blog pra entender do que te digo, quem sabe?... Enfim.
Como eu disse no início, eu nunca sei porque escrevo e, menos ainda, porque paro no meio as minhas cartas. É aquela coisa, acho que preciso tirar de mim e aí, dou pra pessoa. Espero um dia poder te dar isso. Sem mal entendidos, sem interpretações, por favor. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é isso.
E é como eu te disse: Só consegue voar, quem tem asas e, se ele quis voar, é porque as tem.
Com muito carinho, um beijo,
Isso de ter sido assaltada e a forma como tudo aconteceu, me desestruturou muito. Não que eu tivesse muito estruturada... Mas é que em outubro do ano passado a minha vida desmoronou e desde o início do ano que eu venho colocando tijolinho em cima de tijolinho e acho que isso tudo deu uma desorganizada. E doeu. Agora voltando pra minha mente confusa.. O porquê te escrevo... Suicídio. Desde que li no seu perfil do facebook sobre o que aconteceu na sua família, fiquei com isso na cabeça. Eu perdi uma amiga assim. E quando acordei naquele dia, abri o facebook e me deparei com o que você postou, me deu um nó na garganta. E o nó desceu pro peito quando eu cliquei no link e li um texto teu, sobre tua infância e... Eu quis te dizer alguma coisa. Eu quis fazer alguma coisa por você. Talvez por saber ou por achar que podia imaginar a dor que você estava sentindo. Corri pro seu mural e num impulso escrevi aquilo. Eu queria poder sair pela tela do seu computador e te dar um abraço. Eu queria ter intimidade pra te dizer que eu estava ali pra qualquer coisa. Não tinha. Não tenho. Mas disse. Tentei dizer. Enfim, essa não é uma carta de justificativas ou pelo menos não tem a intenção de ser... Eu nem sei mais... Sabe? Quando eu escrevo, fico sempre me questionando se terei a cara de pau de fazer a carta chegar ao dono... O mundo virtual facilita esses encontros....Talvez você nunca saiba dessas palavras. Provável. E, como sempre, minhas cartas são confusas como a minha mente. Não escrevo, transbordo...
Me lembro perfeitamente do dia em que recebi a notícia: "a Ísis se matou. tomou muitos remédios, tentaram levar ela pra hospital, mas não deu. Ela deixou uma carta, estou com medo de ler.". Fiquei em silêncio. Quem me ligou foi um grande amigo, que tocava com ela, num grupo que eu algumas vezes frequentei ensaios. Isso não importa. Naquela hora passou um filme na minha cabeça, ela dançando, linda, sempre sorridente e forte: UMA RAINHA DE MARACATU, foi assim que a chamei na última vez que a vi e fiz uma foto dela dançando. Eu quase chorei. Não chorei, não no telefone com ele. Depois de um pouco de silêncio, o que consegui dizer, o que saiu de mim foi: "Ainda bem que ela conseguiu." E daí eu não sei o porquê e nem sei de onde tirei isso, mas sei que foi assim que eu senti. E sei que é isso o que eu penso cada vez que vejo uma situação dessas, quando sei de uma situação dessas. A dor é toda nossa. Nós ficamos. A dor de quem sofria a ponto de tirar a própria vida, cessa. Acho... Várias vezes já ouvi falar sobre crenças de que depois de uma morte assim, a pessoa (ou a alma ou seja lá o que for que viramos.. ou somos.. não sei..) fica assim ou assado.. e que temos que pedir pela alma da pessoa. Eu prefiro acreditar que a dor cessou no momento em que a pessoa conseguiu se matar. Sim, eu peço pela alma, mas por amor à pessoa e não pela forma que ela morreu. Talvez eu esteja errada, mas é assim que sinto. Eu já quis me matar. Eu já tentei. Não tive coragem. Nunca tive coragem e, sim, eu vejo o suicídio como uma forma de coragem. Não acho nem um pouco covarde, como dizem por aí. Me lembro de pelo menos duas vezes ter escrito uma carta pra isso... Mas coragem eu nunca tive. Cheguei ao ponto de escrever uma carta 'definitiva' e sair pelo mundo a fora me colocando em risco já que eu não tinha coragem de fazer, quem sabe o mundo fizesse por mim... Enfim. Se você me lesse aqui, poderia até procurar entre meus escritos do final do ano passado e início desse ano coisas desse tipo aqui no blog pra entender do que te digo, quem sabe?... Enfim.
Como eu disse no início, eu nunca sei porque escrevo e, menos ainda, porque paro no meio as minhas cartas. É aquela coisa, acho que preciso tirar de mim e aí, dou pra pessoa. Espero um dia poder te dar isso. Sem mal entendidos, sem interpretações, por favor. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é isso.
E é como eu te disse: Só consegue voar, quem tem asas e, se ele quis voar, é porque as tem.
Com muito carinho, um beijo,
5 de setembro de 2011
Leandro
acordei com o peito apertado. triste. parece que levaram um pedaço de mim. e levaram. meu caderno. meu cachecol. lembranças dos dois anos em que eu mais amei alguém. e amo. isso ninguém tira de mim. mas dói. obrigada por ontem. obrigada por estar comigo. obrigada por não me deixar só. seria mais fácil correr, eu sei. obrigada por ser comigo. por existir. te amo. lá do fundo. lá de onde o meu eu é mais puro. queria te ter aqui agora. amor, Eu.
30 de agosto de 2011
conversando com J.
Me veio você na cabeça agora. agora. depois de alguns dias. agora. estranho voltar pra essa normalidade. será que apaixonei por ela? estou preocupada. nos beijamos. eu a beijei. eu a beijei? beijei. mas poderia ter sido ela. foi ela. ela? ela me fez beijar. meu coração agora bate diferente.
23 de agosto de 2011
dela (ou de lá)
não tem jeito: a rasteira sempre vem. melhor assim. não me iludo, me decepciono. aliás, dessa vez como nunca antes. como nunca pensei ser possível com você.
e o coração?... ah, o coração bate dolorido e alguém me diz, quase que em segredo: 'ao que parece, não há decepção que cesse esse amor.' - COMO SE EU NÃO SOUBESSE...
e o coração?... ah, o coração bate dolorido e alguém me diz, quase que em segredo: 'ao que parece, não há decepção que cesse esse amor.' - COMO SE EU NÃO SOUBESSE...
22 de agosto de 2011
18 de agosto de 2011
17 de julho de 2011
20 de junho de 2011
14 de junho de 2011
sobre essa dor que ando sentindo...
eu só sei que aguento porque todas as vezes que eu achei que não aguentaria, eu aguentei.
6 de junho de 2011
21 de maio de 2011
19 de maio de 2011
V.
(isso não é um bom texto, é apenas um desabafo inacabado de ontem a noite)
Uma menina que me encantou no primeiro encontro. Mas me encantou de um outro encanto, de um encanto de outra ordem. um encanto maternal, talvez. Me deu medo. Cheguei a desconfiar de mim mesma quando dizia, não, não é isso. Mas fui me acostumando. Me apeguei. Ela é arredia. Séria. Parece um gato. Daqueles que te deixa chegar perto, fazer carinho, mas pode se incomodar e fugir a qualquer momento. Te atacar, talvez. Acho que isso ela não faria. Não sei. Não a conheço. O fato é que ela é linda. E não é linda de beleza comum, é linda de beleza difícil. Uma menina. E nela eu vejo a menina que fui. Diferente, mas fui. Ela cala o que sente. Diz nos olhos. Acha que ninguém ouve, eu a ouço. Ela diz que não, acha que me engana, mas eu ouço. Eu vejo nos olhos dela as lágrimas que ela não chora, porque sei como é ter lágrimas que não saem.
Eu queria poder tirar isso tudo daí, menina. Queria poder te dizer que o mundo é fácil, que perder pessoas é fácil, mas eu estaria mentindo. E isso eu aprendi a não fazer e saiba, menina, que foi um aprendizado e tanto e bem dolorido. Queria te dar uma carta. Porque no dia em que você sumiu foi que eu me dei conta desse amor que guardo por você. E as pessoas estranharam e julgaram, é claro. Mas deixo que julguem, já me acostumei. E quando você re surgiu, eu saí, num domingo frio, debaixo das cobertas, tirei o pijama, e fui ao seu encontro. Fui porque sabia que tinha algo pra te dar. Sabe, menina, eu também não estava bem naquele domingo frio, e foi por isso que não fiquei pra dormir com você. Eu queria ter te dado muito mais aquele dia, queria poder arrancar toda aquela tristeza que você calou. Mas eu não podia. Eu não aguentaria. Chorei quando cheguei em casa. E agora, dois dias depois, ainda estou aqui com coisas e mais coisas entaladas. Porque eu ainda não sei falar disso tudo. Porque eu ainda não sei o que aconteceu. Porque. Porque. Porque.
Uma menina que me encantou no primeiro encontro. Mas me encantou de um outro encanto, de um encanto de outra ordem. um encanto maternal, talvez. Me deu medo. Cheguei a desconfiar de mim mesma quando dizia, não, não é isso. Mas fui me acostumando. Me apeguei. Ela é arredia. Séria. Parece um gato. Daqueles que te deixa chegar perto, fazer carinho, mas pode se incomodar e fugir a qualquer momento. Te atacar, talvez. Acho que isso ela não faria. Não sei. Não a conheço. O fato é que ela é linda. E não é linda de beleza comum, é linda de beleza difícil. Uma menina. E nela eu vejo a menina que fui. Diferente, mas fui. Ela cala o que sente. Diz nos olhos. Acha que ninguém ouve, eu a ouço. Ela diz que não, acha que me engana, mas eu ouço. Eu vejo nos olhos dela as lágrimas que ela não chora, porque sei como é ter lágrimas que não saem.
Eu queria poder tirar isso tudo daí, menina. Queria poder te dizer que o mundo é fácil, que perder pessoas é fácil, mas eu estaria mentindo. E isso eu aprendi a não fazer e saiba, menina, que foi um aprendizado e tanto e bem dolorido. Queria te dar uma carta. Porque no dia em que você sumiu foi que eu me dei conta desse amor que guardo por você. E as pessoas estranharam e julgaram, é claro. Mas deixo que julguem, já me acostumei. E quando você re surgiu, eu saí, num domingo frio, debaixo das cobertas, tirei o pijama, e fui ao seu encontro. Fui porque sabia que tinha algo pra te dar. Sabe, menina, eu também não estava bem naquele domingo frio, e foi por isso que não fiquei pra dormir com você. Eu queria ter te dado muito mais aquele dia, queria poder arrancar toda aquela tristeza que você calou. Mas eu não podia. Eu não aguentaria. Chorei quando cheguei em casa. E agora, dois dias depois, ainda estou aqui com coisas e mais coisas entaladas. Porque eu ainda não sei falar disso tudo. Porque eu ainda não sei o que aconteceu. Porque. Porque. Porque.
21 de abril de 2011
hoje eu tenho um nó na garganta, um choro entalado, uma saudade aumentada (de você) e uma passagem comprada.
eu, que já fui e voltei tantas vezes esse ano, não quero voltar. eu vou e, sinceramente, o que menos quero é voltar. o que mais quero é que o fim do mês não chegue e que eu não tenha que voltar.
hoje fazem 201 dias e eu não vejo motivo para comemorações.
eu, que já fui e voltei tantas vezes esse ano, não quero voltar. eu vou e, sinceramente, o que menos quero é voltar. o que mais quero é que o fim do mês não chegue e que eu não tenha que voltar.
hoje fazem 201 dias e eu não vejo motivo para comemorações.
19 de abril de 2011
18 de abril de 2011
eu só precisava de um abraço, mas nem isso você pôde me dar.
eu só precisava que me respeitasse por ter me sentido daquele jeito, mas era te pedir muito.
pra mim, não era muito, era ser amiga. era não julgar.
(e depois ninguém entende o porquê de eu ter sofrido tanto. ela era única, mas só eu sabia disso.)
eu só precisava que me respeitasse por ter me sentido daquele jeito, mas era te pedir muito.
pra mim, não era muito, era ser amiga. era não julgar.
(e depois ninguém entende o porquê de eu ter sofrido tanto. ela era única, mas só eu sabia disso.)
15 de abril de 2011
6 de abril de 2011
27 de março de 2011
24 de fevereiro de 2011
Porque é carnaval...
e porque a letra traduz meu hoje, de alguma forma!
PITANGA EM PÉ DE AMORA - FREVO A TEMPO
PITANGA EM PÉ DE AMORA - FREVO A TEMPO
23 de fevereiro de 2011
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