3 de dezembro de 2013
Daniela
E de repente me sinto só quando o assunto é resolver isso com você. E aí me pergunto que poder é esse que eu dou nas suas mãos? E como posso dar nas mãos de uma pessoa que não confio pra quase nada um poder desses? Poder de me tirar o sono, de me dar nó na garganta. Insegurança talvez seja o nome. Mas penso, penso e penso e não. Não estou insegura. É medo. E medo é muito diferente de insegurança apesar de não parecer. Eu gosto de você. Eu te respeito. Eu sinto por ter te magoado. E não, não tenho raiva ou mágoa de você, apesar de saber que você merece. Entendo seus porquês e até os seus não sei porquês. Já vivi. Já estive desse lado. Já achei que era doente. Mas não precisei me curar. Precisei me enxergar. E aprendi a não ser assim. Aprendi a encarar as coisas. Aprendi a não ser sempre a vítima e, principalmente, aprendi a não usar de mentiras pra construir uma realidade confortável na qual eu sempre estivesse certa e os outros sempre estivessem contra mim. Na verdade, no fundo, talvez o meu maior medo seja o de não conseguir fazer você olhar nos meus olhos e me entender e sentir que, sim, eu estou do seu lado e não é de hoje.
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