Na foto: Praia de Boa Viagem - Recife - PE, clicada por mim em 25/01/2010

"Quando estou mudo, quero dizer tudo."

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13 de julho de 2024




Aproveitar a sexta feira de Oxalá pra (re)visitar essas lembranças e manter vivo o lembrar de nunca esquecer quem sou.


Iza cantando pra saber que "sem mágoas, estamos aí" e que o que se diz (quase) nunca é sobre o outro. É sempre sobre mim, por mais que eu não queira. 


No axé, Okuntayó, egbomi de Iemanjá com obrigações de 1,3, 5 e 7 anos pagas, faço 10 anos de iniciada em setembro. Raspada, catulada e adoxada numa casa de Xangô que tem raiz no Sítio do Pai Adão @sitiopaiadao. Rombona de Ayojumejelase (@mestraadrianaaragao ), filha de Odetunbi (@adias4j ) e neta/filha de Obafunle (Dida de Xangô). Filha de coração, consideração e muitos cuidados de Mãe Lu de Iemanjá do Ile Iyemoja Ogunte e irmã de alma, vida e cuidados de Barbara, Yakekerê do mesmo Ilê. 


No coração sou Luciana, sou Lu, tia Lu, tia do maracatu, prô, mãe, filha, neta, amiga, mulher. Neta da dona Jurema, filha da Branca (@brancajuremaponce ), irmã da Lenita (@lenitaponce ) e mãe de Suzan (@suzan_regis ). Paulistana da gema com coração pernambucano. Menina mulher de riso solto pra quem merece tê-lo e de lágrimas que escorrem simplesmente porque sim. 


Então, aprenda a respeitar quem te olha no olho. Aprenda a respeitar quem escolhe caminhar ao seu lado e dividir axé. Valorize. Não tenha medo. Ou tenha e siga respeitando o amor que lhe é entregue. 


Eu? Não tenho medo de julgamentos, mas confesso que me machucam a cada lágrima que escorre em pensamentos medrosos que insistem em atormentar a calmaria do meu mar. CORAGEM. Coragem é agir com o coração e meu maior medo é perder os que amo, então os marco em minha pele pra tê-los sempre comigo. CORAGEM.

 

Guiada, regida e protegida pelo amor das crianças, não temo a solidão apesar de viver com ela. Erro. Acerto. Tropeço. Caio. Levanto. Perco e me perco, mas busco seguir, mesmo quando não encontro forças. 


Lealdade é minha maior lei. O medo me acompanha. Inseguranças me tangem, mas meu coração me faz quem sou.

8 de julho de 2024



Colo de mãe-mar pra acalmar o coração e deixar fluir a água de sal que represa no peito com o silêncio da cabeça que não para de pensar. Em ti. 


Senti e sinto. O querer é fluxo de fluido solto no (m)ar que sou. 


(A)mar. Encontro. Encanto. 


O silêncio é construção de quem sou em dores e delícias de ser quem se é nesse mundo louco que vivemos.


Tem dias que a sensibilidade tá aflorada. Deixo fluir.