21 de abril de 2013
eu, sinceramente, não consigo entender. não consigo não me entristecer com isso. meu peito fica apertado e me sinto só, mesmo com você ao meu lado. silencio, mesmo não suportando seu silêncio. engulo o choro pra tentar seguir. te digo o que penso. proponho, para ver no que dá. sua resposta me entristece ainda mais. mesmo que eu já soubesse, ouvir aumenta a dor. a bexiga reclama. fica cheia pra tentar me livrar dessa situação. vou. triste. só.
7 de abril de 2013
Sigo. triste e despedaçada, mas sigo. sempre. nunca tive medo de seguir em frente. pelo contrário. já tive medo de desistir. de parar. mas de seguir, nunca. e talvez, meu amor, essa seja a questão. não, eu não quero que você vá embora, mas também não acho que mereço certos tipos de tratamento. se errei, se erro, saiba que não é a primeira vez. foram muitas as vezes que errei, que me exaltei, que acabei comigo mesma. mas nunca deixei de ir. NUNCA. sigo. triste. mas sempre sigo.
A.
acho estranho isso de se achar normal escolher um caminho e não assumi-lo. na verdade, acho estranho isso de ter que escolher entre um caminho ou outro. no seu caso, meu amor, esses caminhos poderiam (e deveriam, acho...) andar juntos. estou triste pela sua escolha. mas entendo, respeito e sigo amando.
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