1. aprendi, desde criança, sobre o amor. cresci sendo amada e respeitada em cada pequeno espaço daquele apartamento de tantas subdivisões. eram gavetas e mais gavetas, buracos e mais buracos, cantinhos e mais cantinhos de amor, de afeto, de cuidado. sair dali pra pisar em outros mundos era quase que desesperador pra pequena menina insegura que eu era. e sou.
aprendi, com minha mãe que olhar nos olhos e dizer tudo é remédio pra qualquer coisa, desde que o outro esteja disposto a te ouvir com a alma. aprendi com a minha avó sobre o amor na palma das mãos. no toque. da comida, da terra, da pele, do coração.
eu estou perdendo a mulher que mais amo nessa minha vida e ta doendo mais do que qualquer dor que já senti. Ah, minha Vó... Minha jóia mais rara que existe nessa vida... Se você soubesse o quanto eu desejo a sua eternidade... Se você soubesse o tanto de amor que cabe em meu peito quando penso em você. Se você soubesse o quanto eu choro escondida pra ser forte na sua frente... Se você soubesse... E você sabe. Eu sei que sabe. Que me sabe no fundo dos meus olhos. E eu espero que um dia possa me perdoar por cada segundo que faltei com você nesses últimos dias.
Me sinto só e com medo, como um bicho que foge do predador. Mas sigo firme e forte, porque foi assim que você e sua filha me ensinaram a andar. De cabeça erguida, sem arrastar os pés no chão. Sem vergonha de ser quem sou. O medo? A gente segura firme nele e segue acreditando que ele nos dá força.
2. aprendi, desde criança, sobre a dor. sobre a traição, sobre a mentira e sobre a perda. poderia ficar aqui falando sobre a minha infância e sobre como perdi tanto e tantas coisas que cheguei até a me perder de mim. mas prefiro falar do agora. esse meu jeito de amar e cuidar de tudo e de todos me coloca em cada enrascada que nem sei bem por onde começo a falar de tudo isso que me consome. não foi a primeira. a segunda. nem a terceira. mas caí. caio e levanto como quem não tem medo de nada. mas tenho. muito medo. eu vivo essa vida cometendo sempre o mesmo erro. porque sou amor e cuidado demais acabo dando pequenos poderes sobre minha vida para pessoas e sempre caio na mesma armadilha: a de respeitar as escolhas e cuidar dos outros antes de cuidar de mim mesma. e, olha, desta vez passou de todo e qualquer limite e parei. paro. respiro e me refaço. EU NÃO CONSIGO ENTENDER PORQUE TEM TANTA MALDADE NO CORAÇÃO DAS PESSOAS. e queria dizer isso no mais alto tom e gritando pra que todo mundo pudesse me ouvir. eu errei ao dar lealdade e não tê-la comigo mesma. e pra você que está aí me lendo, saiba que eu não tenho medo de verdades ditas olhando nos olhos. se me escondo, as vezes, por medo, é só um medo passageiro. NUNCA ESQUEÇO QUEM SOU. NUNCA. eu sei da dor e das dificuldades de todas as escolhas que fiz em minha vida e nada nem ninguém vai me dizer por onde devo seguir. sei bem quem segura a minha mão sem medo de se afogar quando estou na lama, mas também sei quem são as pessoas que fingem segurar pra me ver afundando: É só mais uma pra lista.
2. aprendi, desde criança, sobre a dor. sobre a traição, sobre a mentira e sobre a perda. poderia ficar aqui falando sobre a minha infância e sobre como perdi tanto e tantas coisas que cheguei até a me perder de mim. mas prefiro falar do agora. esse meu jeito de amar e cuidar de tudo e de todos me coloca em cada enrascada que nem sei bem por onde começo a falar de tudo isso que me consome. não foi a primeira. a segunda. nem a terceira. mas caí. caio e levanto como quem não tem medo de nada. mas tenho. muito medo. eu vivo essa vida cometendo sempre o mesmo erro. porque sou amor e cuidado demais acabo dando pequenos poderes sobre minha vida para pessoas e sempre caio na mesma armadilha: a de respeitar as escolhas e cuidar dos outros antes de cuidar de mim mesma. e, olha, desta vez passou de todo e qualquer limite e parei. paro. respiro e me refaço. EU NÃO CONSIGO ENTENDER PORQUE TEM TANTA MALDADE NO CORAÇÃO DAS PESSOAS. e queria dizer isso no mais alto tom e gritando pra que todo mundo pudesse me ouvir. eu errei ao dar lealdade e não tê-la comigo mesma. e pra você que está aí me lendo, saiba que eu não tenho medo de verdades ditas olhando nos olhos. se me escondo, as vezes, por medo, é só um medo passageiro. NUNCA ESQUEÇO QUEM SOU. NUNCA. eu sei da dor e das dificuldades de todas as escolhas que fiz em minha vida e nada nem ninguém vai me dizer por onde devo seguir. sei bem quem segura a minha mão sem medo de se afogar quando estou na lama, mas também sei quem são as pessoas que fingem segurar pra me ver afundando: É só mais uma pra lista.
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