Na foto: Praia de Boa Viagem - Recife - PE, clicada por mim em 25/01/2010

"Quando estou mudo, quero dizer tudo."

.

31 de dezembro de 2017

2017: o ano das rupturas. o ano do amor.

2017 foi um ano duro demais. Foi um ano de aprendizados. Foi um ano de luta. Um ano de resistência. Um ano de me enxergar capaz nos momentos em que mais me senti incapaz. Eu arriscaria (e arrisquei em alguns momentos) dizer que talvez tenha sido (ou estivesse sendo) o ano mais difícil da minha vida.

2017 foi o ano em que vi o PIÁ, Programa que mais acreditei em minha vida profissional ser desmontado, pouco a pouco, diante de meus olhos. E doeu (e dói). E chorei (choramos). E lutei (lutamos). Mas segui. E aos poucos vi minha vida profissional se reconstruindo. Sendo reconstruída por mim, passo a passo. E agradeci e agradeço por ter tido tanto trabalho num ano em que este foi tão escasso na área da cultura. E por ter encontrado tantas pessoas especiais pelos caminhos. 

2017 foi o ano em que vi a pessoa em quem depositei todo o amor que tenho pelo meu sagrado me olhar nos olhos e me dizer que não seguiria mais comigo. Aprendi pela dor o poder da palavra e da maldade humana e chorei como uma criança que se perdeu da mãe. Porque talvez eu tenha me perdido mesmo. Ou porque talvez eu estivesse precisando mesmo encontrá-la e não tinha percebido. Aprendi que o amor, quando é puro e real, conecta e não há maldade no mundo que possa quebrar essa conexão. Entendi (e entendo aos poucos) que a única coisa que não mudou foi o amor de filha que carrego aqui comigo. E doeu (e ainda dói) E chorei muito. E parei. Respirei. E chorei ainda mais. Mas segui. Me levantei, ou melhor, me sentei na esteira e ainda tento me levantar, pouco a pouco. E aprendi que minha mãe Iemanjá sempre me segura pelas mãos. E percebi que segurando nas mãos dela eu tirei equilíbrio não sei bem de onde pra me manter ali (e aqui) de pé e pronta pra seguir, mesmo sem saber bem por qual caminho.

2017 foi o ano em que tentaram, de muitas formas, minar a  minha relação com a mulher que amo. Balançaram a corda como nunca antes, mas nos seguramos uma na outra e mesmo em meio à toda tempestade, aguentamos firme até que a corda parasse. Ou melhor, até que percebessem que mesmo que a gente caia, cairemos sempre uma segurando a outra. Mas ainda me perguntei: Será que perceberam? E aprendi que na verdade isso não importa. O que importa é que a gente tem a certeza de que nada nem ninguém vai nos impedir de seguirmos juntas e que a maldade não tem espaço numa relação como a nossa.

2017 foi o ano em que tudo me dizia que não. Mas eu me olhei no espelho, sequei minhas lagrimas e me disse SIM todas as vezes que necessário. E quantas ainda forem eu seguirei dizendo.

Obrigada, 2017, por todo aprendizado e amor, apesar das dores. Que 2018 nos seja mais leve e que sigamos aprendendo a viver!

Nenhum comentário:

Postar um comentário