meu amor, eu sei que eu errei e muito. eu sei que eu disse coisas que não devia e fiz coisas que não falei. eu sei. eu sei que confiança quando se quebra custa a se consertar e, pior, as vezes nem conserta. eu sei. eu sinto. e sofro. mas eu também sei que não fiz nada do que você acha que fiz e nada do que falei fazer. eu tenho medo de não ser tão legal quanto as pessoas acham que sou. eu tenho medo de não ser aceita. eu tenho medo. e o meu medo me consome e me faz dizer que sou e faço coisas que não me cabem. eu nem coragem teria. eu sou covarde. a valente mais covarde que você já conheceu. eu te amo e o meu amor por você me faz valente. e me fez vencer tantos e tantos obstáculos. eu só queria voltar lá atrás e não criar esses monstros que agora me entristecem e me matam aos poucos. eu queria não ter que te provar que te amo e que meu amor é e sempre foi só seu. eu nunca dividi. nunca. eu poderia aqui jurar por isso ou por aquilo, mas de que adiantaria? eu nunca te traí. eu nunca me entreguei pra outra pessoa. eu nunca. eu juro. mas de que adianta jurar? uma jura na minha boca não vale de nada.. e então eu me calo, entristeço e aceito. a culpa é minha. eu fiz você não acreditar nas minhas juras. eu fiz as coisas ficarem assim. então só me resta lutar pelo amor que sinto e acredito. e preciso. é precioso. não consigo e nem quero me imaginar sem você. nunca. eu escolhi ter você em minha vida e escolhi construir com você. faz dias que tento te escrever. faz dias que quero. mas tenho medo. estou com medo de tudo. porque o medo de te perder tem me rondado de forma tão grande que me faz sentir impotente. mas mesmo assim eu sigo. e foram tantas coisas que me atropelaram nesse inicio de ano. só você sabe cada lágrima que engoli com tudo o que venho vivendo. só você. só você esteve do meu lado incondicionalmente. só você cuidou de mim e me disse que eu era capaz. e me fez capaz. e agora estou aqui de pé. dolorida e com todas as feridas cicatrizando, mas de pé. porque você me deu a mão e me disse o quanto eu podia. e aí eu te amo mais ainda e não sei nem mais pra onde ir com isso tudo que estou escrevendo. só queria poder voltar no tempo ou então ter coragem de dizer pro mundo todo que eu fingi ser quem eu nunca fui por medo de não ser tão aceitável. e queria principalmente não ter te dito as coisas que disse. não ter tido medo. eu queria mesmo era não ter mais essas amarras que me amarraram nos traumas de antes e que me fazem ser essa mulher medrosa. mais uma vez eu te digo, me perdoe, meu amor. e imploro pras forças maiores que te mostrem a verdade. essa verdade que me desnuda e que diz pro mundo inteiro o tamanho da farsa que sou. porque neste momento é só isso o que me importa: que todos saibam das mentiras que contei para que a verdade me liberte das penitencias que cumpro pelas coisas que não fiz. enfim. sigamos. juntas, assim espero. pra fazer esse amor dar mais e mais frutos.
19 de junho de 2017
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