9 de outubro de 2010
Tenho acordado todos esses dias com uma dor no peito que vai se desfazendo ao longo do dia mas que se apresenta de novo quando me deito e tento dormir. Amanheço pensando em você, lembro de você o dia todo e ao me deitar penso em você até adormecer. Não tenho me lembrado dos meus sonhos. Já não choro mais. Vontade tenho, mas o nó na garganta fica no lugar do choro que não se permite mais sair. As pessoas já não me aguentam mais. Fico no meu quarto tentando não lembrar você. O problema é que você está em mim. As suas fotos que me fazem companhia aqui no quarto... Já nem sei quantas vezes ouvi a sugestão de tirá-las daqui ou eu mesma pensei nisso. Não. ISSO NUNCA. Às vezes uma lágrima escorre. Tento fingir pra mim mesma que consegui não deixá-la escapar e seco, rapidamente, o meu rosto antes que eu mesma perceba a umidade. Penso em tudo o que vivemos e vou me desesperando. Penso em tudo o que me disse e me culpo. Sei o quanto errei. Sei quantas vezes me perdoou. Leio e releio o último email que você me mandou. Não, eu não morri. Estou aqui e morro de saudade de você. Quem eu estou matando não é a sua amiga, estou matando a minha maior inimiga que se disfarçava de mim mesma e rodeava as minhas relações mais importantes. Já rezei pra Deus, pra Oxalá e até pro meu avô pedindo que você me perdoasse. Já pensei em me matar. Os dias passam e eu me desespero cada vez mais. Entro no meu email a cada dois minutos na esperança de te ler. Sei que não vai acontecer. Ontem te mandei uma mensagem. Me perdoe, não aguentei.
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