3 de outubro de 2010
à minha calunga
o que eu mais quis foi me dar toda pra você. me dei. toda. até a parte mais podre de mim eu te dei. e apodreci a nossa relação. eu te amo e te amei como nunca senti antes. tenho um desejo imenso de te respeitar e te de ter por perto. não, não tenho vergonha nenhuma de gritar isso para o mundo todo ouvir. você é a mulher da minha vida. você é a pessoa com quem eu gostaria de me casar, ter filho e viver ao lado até o fim dos meus dias. você não me ama assim. aceitei seu amor. mas vamos aos fatos:eu sou uma mentirosa. eu sou. eu faço isso por medo, por compulsão ou seja lá pelo que for. eu faço e nada justifica isso. construo coisas e mais coisas em cima de mentiras idiotas que acabam criando situações escrotas e que me consomem diariamente. não, não estou me fazendo de coitada. nem me acho uma coitada, muito pelo contrário, acho que as pessoas que me aguentam, como você, sofrem nas minhas mãos por tentarem me respeitar. por me amarem, talvez. não quero mais te pedir perdão, meu amor, quero mudar. por mim, por você e por tudo o que pode aparecer de novo na minha vida com isso. te amo como nunca amei a mim mesma. te amo como nunca achei que o amor pudesse alcançar. te amo e não quero mais destruir isso e muito menos te machucar. te deixo um último pedido, meu amor, me dê uma última chance de te mostrar que mudei. tua Lu.
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