Na foto: Praia de Boa Viagem - Recife - PE, clicada por mim em 25/01/2010

"Quando estou mudo, quero dizer tudo."

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9 de março de 2022

Hoje não é 8M.

Há semanas eu estou digerindo um assunto e, confesso, pensei em escrever pra postar ontem, mas 8 de março é um dia indigesto pra mim. 
Vamos falar de BBB? Sim, eu assisto e gosto. Mas mesmo que me julgue por isso, por favor, não pare aqui. Porque na verdade nunca é só sobre o BBB... Eu não quero falar da Jade, que saiu ontem. E também não vou falar da minha preferida, a Linna (pelo menos não agora). Hoje eu quero falar da Brunna. Mas... quem é a Brunna? Teve Brunna no BBB? A Brunna, aquela... A namorada da Ludmila. 
Agora sim. Agora todos sabem quem é a Brunna. Mas... Quem foi a Brunna no BBB? A menina quieta. A que soltava frases curtas, mas sempre diretas e muitas vezes cirúrgicas. Aquela que foi chamada e tachada de planta pela edição e pelos expectadores. Aquela... a que mal existia. A que saiu só porque, por acaso caiu no paredão. 

Dizem que não fez história lá dentro... Mas será que nao fez mesmo? Ou será que a gente que não viu? Eu confesso que esperava ver mais. Ela tinha minha torcida quando eu soube que ela ia entrar. Representatividade que fala né? Mas aí ela entrou... E a gente só via a Brunna deitada, sentada, quieta... Não! Mentira. Vez ou outra ela aparecia dançando... Ali no fundo... Hora ou outra em destaque... tipo no show da Ludmila. Mas não quero falar sobre a Brunna dentro da tal casa. Quero falar dela fora. Dentre tantas coisas divulgadas na saída dela, duas me chamaram muita atenção: 

1.Numa das primeiras declarações que a Brunna deu quando saiu, ela disse "Eu estava com medo do que as pessoas pudessem achar de mim, porque certas atitudes podem refletir nela." 

2. Um vídeo que viralizou dela e Ludmila saindo de um avião particular. Na chuva um segurança aguarda com um guarda chuva, Ludmila passa reto... Ela logo atrás vem e aí sim o segurança acompanha. E a postagem diz algo do tipo "Com uma vida dessas, Brunna foi fazer o que no BBB?" 

Mas vamos olhar pro todo... Vamos olhar pra Brunna! Vamos olhar a Brunna de dentro da casa e a Brunna de fora? Horas separam as duas Brunnas. E, pasmem, a Brunna agora é um mulherão. Leve. Solta. Sorridente. Sem medo. E foi aí que comecei a me perguntar: Onde estava essa Brunna? Será que a garantia de que sua existência na casa não tinha prejudicado a imagem da namorada aqui fora era tão importante assim? E isso me pesou tanto. E tanto. Porque quem não quer ser "a de fé" ou "a preferida" de alguém, não é mesmo? Eu quero. Todo mundo quer... Daí a música é sucesso. E todo mundo acha lindo. E os casais começam a usar pra se declarar... A Brunna chora quando ouve a música... Ouço a música. Canto. A música me toca. É lindo ganhar uma música de presente. Eu sei. Já ganhei. Já fui a de fé. A preferida. E que lindo ver um casal apaixonado! Mas... E a Brunna? Quem é a Brunna? A namorada da Ludmila. Não! Não! Eu quero saber quem é a Brunna. A namorada da Ludmila eu já sei quem é. E não, eu não tô aqui pra criticar ninguém tá? E muito menos tô duvidando do amor de uma pela outra. Não mesmo. Nunca. Eu acho as duas um casal maravilhoso. São referência pra muitas meninas que amam outras meninas e precisam de referências pra existirem de forma menos dolorida nesse mundo. 

E aí me pesa. De novo. Dura e profundamente. Porque eu já fui o casal referência. Eu já fui admirada por gente que eu nem sabia que sabia da minha existência porque eu era "a de fé", "a preferida". E não to reclamando não. É bom se sentir assim. Mas... Quem é a Brunna? E aí vem tanta coisa na minha cabeça... que já nao é mais sobre a Brunna ou sobre a Ludmila, mas é. Que já não é mais sobre mim, mas é também. 

Porque vejo tanta gente sendo feliz nas redes sociais. Vejo tanta gente se amando. Mas ao mesmo tempo parece que agora eu tenho um olhar mais crítico sobre certas coisas... Porque às vezes eu olho essas mesmas postagens e penso... É tanta gente querendo mostrar que o outro é seu. É tanta gente querendo ter ou ser "a de fé", "a preferida" de alguém... E sim, precisamos nos sentir amadas e desejadas. Mas não precisamos ser troféu de ninguém pra nós sentirmos amadas. E nem precisamos de troféu pra dizer pro mundo que temos amor... 

Enfim... Sigo pensando.

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