Ya mi, dona de meus segredos e senhora de meus maiores medos. Dona do oceano que
habita minha alma. Dona do meu ori, por onde a vejo e por onde me vê. Senhora
dos olhos d'água, faz redemoinhos de lágrimas se tornarem mar calmo e farto.
Ela, a mãe cujos filhos são peixes. Eu, boa filha que sou, aprendo a nadar em
seus redemoinhos de tempo e sigo com as marés. Corpo fluxo feminino do grande
útero do universo: a Mar.
De um pedido na vela se fez a luz. Do olhar se fez a
foto que não retrata nem uma vírgula de tudo que se fez diante dos olhos e do
coração. E da memória que a luz escreveu, fizeram-se palavras que escorreram
pelas mãos.
Obrigada, Suzan. Tudo isso saiu de dentro simplesmente porque eu
tentei, de alguma forma, chegar até aí.

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